Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

 

 

 

Respeitai a adolescência

Cabos da Guarda Fiscal!

Deus que fez homens morenos

Não lhes pode querer mal.

Olhai para as suas mãos:

-Dedos de púrpura e seda…

-Bandidos? – Porém, cristãos

Que se benzem na Alameda…

Ai! Quantos assim se benzeram

Porque, sem dó, os matais!

E tantos não conheceram

Nem sequer os próprios Pais!

Filhos das ervas… No entanto,

Deram fruto; deram flor.

Ó milagre desse espanto

De sonho, seja onde for!

Cada passo, ao vento e à neve,

Mede cem léguas de medo,

E a sombra, apenas, se atreve

A, de penedo em penedo,

Sustendo a respiração,

Ir, sozinha, àquela hora,

Onde aqueles homens vão,

Enquanto a morte os namora…

E, no relógio, os ponteiros

Dão, sempre o mesmo sinal:

-De um lado, carabineiros;

Do outro, a Guarda Fiscal!

 

Pedro Homem de Mello

 

 



publicado por Manuel Maria às 16:00 | link do post

De Sentinela a 2 de Fevereiro de 2009 às 19:11
E quantas vezes as gentes de Riba-Côa - homens, mulheres e adolescentes quase crianças -, cargas de volfrâmio às costas, em gélidas noites de Inverno (ou seria de inferno?), não provaram o sabor amargo do fogo cruzado. Quinta das Gatas, Vale de Bolos, Ribeiro das Batocas, até chegar à Mofeda , Fuenteguinaldo .... Tudo para garantir o pão... Que o diabo amassou. Mas, ironia do destino!!! Precisamente a mesma massa do pão dos que estavam do outro lado da barricada. E não poucas vezes existiam por ali laços de parentesco muito chegados. Mais uma vez a aproximação dos extremos.


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