Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

 

 

 

     O dia estava belo e tudo preparado para a romaria. Todos os casados desse ano, da aldeia de Ruvina no concelho do Sabugal, estavam já prontos para a partida, uns a pé, outros a cavalo. A família Calamote resolveu ir de carro (de bois), que ficara armado na véspera com alvos lençóis de linho, ligados fortemente aos estadulhos.

    Faltava só cobri-los com colchas. Sobre isso houvera divergências em casa. A Brízida queria que se enfeitasse o carro com uma colcha amarela, as filhas com uma linda colcha bordada a frouxo, em pano de alvíssimo linho, embora grosseiro, na qual, entre ramos caprichosos, havia correctas figuras em posições extravagantes.

     Venceu a Brízida, alegando, e com razão, ser mais vistosa a colcha amarela e que, ainda que se estragasse, havia muitas iguais à venda. Resolvida desse modo tal contenda, teve o ganhão ordem de cobrir o carro com a coberta amarela, logo que nascesse o sol, e de lhe estender dentro os melhores cobertores para atenuar o choque e a trepidação na marcha. Eram sete horas da manhã quando a Domingas e o marido foram saber se já estavam prontos.

     - Vou já vestir as meninas e encher as cuncas de merenda, enquanto o ganhão põe os bois no carro e o meu homem enche a borracha de vinho e albarda a égua nova.

     - Não sabia que tinham uma égua nova!

     - Pois temos, trocámos pela russa e vamos hoje experimentá-la à Senhora da Póvoa. - Quem vai nela?

      - Ele para lá, eu para cá, se vir que ela é mansa.

      - Daqui a caisnadinha cá volto mai las cachopas. Até logo.

    Seriam nove horas da manhã, quando o carro do Calamote começou a rodar, puxado pelos gordos bois vermelhos, que tinha comprado na última feira de Belmonte. Dentro ia a família da Brízida, isto é, ela e as filhas, porque só a elas se referia quando falava na sua família. Fora, a servir de pagem, montado na égua nova, ia o Calamote acompanhando os passos pachorrentos dos nédios ruminantes.

     À frente o ganhão, em companhia de outros rapazes e raparigas da aldeia, entoavam a velha música, ou seja a velha moda da Senhora da Póvoa, para nos servirmos da expressão própria do povo. Uma das mais belas e garridas tocava com garbo um adufe, que herdara já de sua mãe. E assim, de povoação em povoação, deram entrada na vila do Sabugal, cujos habitantes nesse dia se entregavam, segundo antiquíssimo costume, ao simples entretenimento de ver passar os romeiros.

     Pelas ruas da vila passavam ranchos inúmeros, alegres, cantando ao som dos adufes, esses velhos instrumentos, que os mouros nos legaram. Tudo pára na Praça e as tabernas não comportam tanta gente. Os ranchos dão a vez uns aos outros. Na cadeia entoa-se também a Senhora da Póvoa. A gente não cessa de passar e como que se empurra, num delírio de entusiasmo, que os adufes e pífaros aumentam grandemente.

     Era pela tarde quando o carro do Calamote atravessava a ponte do Sabugal, reflectida nas espelhadas e cristalinas águas do Côa, juntamente com os muitos romeiros que passavam cavalgando, produzindo assim, um efeito encantador. Após este, outros carros, caprichosamente enfeitados, seguiam repletos de lindas raparigas.

     De quando em quando passavam homens descalços, em cumprimento de promessas e outros que nem palavra respondiam às perguntas que lhes fizessem, num completo mutismo a que o seu voto os obrigava. Uns e outros sobem o Outeiro da ponte, numa alegria comunicativa e desaparecem na volta da estrada, orlada de silvas e moitas, de carvalhos, vencendo a encosta, onde hoje (1904) existe um vigoroso pinhal.

     Da Fonte do Piolho vinham várias raparigas, vergando ao peso de grosseiros cântaros, mas estacavam para verem os romeiros. Não tarda que o rancho do Sabugal vá na pista dos outros, a caminho de Vale de Lobo, e chegue ao vasto terreiro da senhora da Póvoa, nas faldas da Serra d’Opa. É noite. Sente-se um murmúrio ensurdecedor. Mistura de vozes de gente, de relinchos de cavalos, de sons de pífaros, violas, flautas e cânticos de uma multidão, gritos de saltimbancos e rufos de tambores e adufes, estalos de bombas e foguetes, estralejando, ou como peças de artilharia, ecoando de vale em vale, os estampidos de bombas de dinamite.

     Na encosta da serra acampam milhares de pessoas que não cabem no largo em volta da capela, onde os carros ocupam grande espaço, transformados em casas ambulantes em que dormem famílias inteiras. Cada luzeiro que se descobre na serra é prova de que uma família ali se acantonou. Os foguetes sobem aos milhares e as filarmónicas percorrem o arraial, onde vai ser exibido formidável fogo de artifício.

     Ninguém dorme nem sossega em toda a noite, tal é o barulho, o movimento, o entusiasmo, por mil modos ali manifestado. Nas barracas dos comediantes reina grande entusiasmo e no circo mulheres novas exibem ao público ansioso difíceis trabalhos de equitação, dando saltos sobre cavalos numa corrida vertiginosa, que maravilha o povo, entusiasmado ao mesmo tempo pelo palhaço, com uns ditos alegres e cabriolas de assustar.

     Assiste ao espectáculo a família Calamote, mas sai no meio porque Brízida não quer que as filhas continuem a ouvir tolices e obscenidades que alguns rapazes pouco respeitadores e inconvenientes soltavam a cada instante. Ouvem-se realejos perto e muitos harmónios de fole; cantam ao desafio, ao som de violas, rapazes agigantados e raparigas formosas.

     Além existe um bazar, acolá uma tenda que vende bilhetes à sorte, as rifas, e aqui e em toda a parte tabernas, botequins e estalagens ou restaurantes improvisados. Centos de padeiras, vendedores de amêndoas e flores artificiais completam esta confusão, falando, berrando, e produzindo um murmúrio que mal se pode descrever e que só de madrugada esmorece.

     A hospedaria está cheia de gente. Amanhece. De todos os lados chega gente a engrossar a multidão vinda de longes terras. A família Calamote, querendo dar fé de tudo, não se deitou, ficando o carro e a égua confiados ao criado. Só se lembraram deste, quando se sentiram extenuados, quase incapazes de andar e com precisão de comer.

      - Vamos almoçar – disse ele à mulher e às filhas. (o almoço era logo pela manhã) - Primeiro vamos à Igreja comprar uma mortalha para esta pequena e dar esmola a Nossa Senhora.

      - Comprar onde?

     - Vendem-se lá mesmo na Igreja e também medalhas e estampas.

     Foi toda a família à Igreja, onde mal se podia entrar tanta era a gente que nela havia.

     - Vede os milagres de Nossa Senhora! Dizia o Calamote, apontando com o dedo muitos e variados quadros a óleo que revestiam as paredes da capela, ao lado de inumeráveis figuras de cera, representando várias partes do corpo humano, oferecidas por doentes, que foram salvos por milagre. Ao braços, pernas, pés, cabeças, mãos, olhos, orelhas, e até narizes de cera, não era fácil contá-los.

      Entrou uma rapariga formosa; e tirando o lenço que lhe cobria a cabeça, pediu a outra que lhe cortasse o cabelo. Esta, já prevenida com uma tesoura, cortou àquela a mais formosa cabeleira que possa imaginar-se, loura, comprida, luzidia e volumosa. Que crueldade! A rapariga, soluçando e toda banhada em lágrimas, depunha na mão dos mordomos a formosa cabeleira, dizendo:

     - Ofereço esta prenda a Nossa Senhora da Póvoa.

     Veio um rapaz do lado, perfeito e bem vestido e ofereceu uma moeda pela prenda. Ninguém lhe deu ouvidos e aquela inesquecível cabeleira foi colocada na parede, atada com fita azul, num prego comido da ferrugem.

     Chorou o Calamote e a família ao presenciarem tal cena e ele foi comprar a mortalha que a Ritinha devia levar na procissão. Ouviram três missas ao mesmo tempo, o que não admira, porque nesse dia não têm conta as que ali são celebradas. A custo deixam a igreja onde os mordomos tinham recebido quantias de mui subido valor e foram almoçar ao carro, almoço de lavrador, simples, mas substancial e suculento. Presunto, chouriço, almôndegas de bacalhau, frangos assados e peixe frito, queijo, vinho e pão espanhol era o menu deste repasto, saboreado sobre o carro, ao som de músicas alegres, de cânticos variados, toques de cornetas e clarins.

     A Ritinha não almoçou e foi vestir a mortalha que a mãe acabara de comprar. O céu toldou-se de nuvens que faziam prever borrasca certa, mas a festa tinha começado e não tardaria que a procissão saísse. Tudo estava inquieto, porque o trovão ribombava ao longe, produzindo um medonho estampido, que de vale em vale ia ecoando de modo aterrador.

     De quando em quando ouvia-se tão formidável estalo, que parecia cair em pedaços a abóbada celeste, fundida, desconjuntada. Estava terminando um discurso brilhante o notável orador Padre João de Matos (pároco da aldeia da Ribeira, de onde era natural, brilhante e culto pregador e principal figura do romance inédito “Celestina” de onde é extraído este capítulo), e não tardaria que se organizasse a procissão. Mas a chuva menos demora teve, caindo mansamente em fios delicados. Num momento transformou-se o aspecto daquele imenso acampamento, abrindo-se milhares de guardas-chuva, das mais variadas cores.

      A grande camada de pó do largo do terreiro começou a empastar-se, transformando tudo em vasto lamaçal, ou lameiro, como noutros pontos do país costuma dizer-se, parecendo um mar de lama. Brízida estava aflita ao lembrar-se de que a filha devia dar volta àquele imenso lamaçal, incorporada na procissão, percorrendo de joelhos todo o trajecto do costume; mas tinha de cumprir a promessa.

    - Vamos consultar o padre João para sabermos se pode mudar a promessa. Disse o Calamote, afastando-se, ao passo que elas esperavam dentro do carro, onde chovia como se não estivesse coberto. Passara mais de meia hora e ele não trazia a resposta.

    Por fim apareceu, dizendo que o padre João tinha partido a pregar noutra freguesia e que um outro padre lhe dissera não poder alterar a promessa, substituindo-a por outra.

     - Vimos cá outra vez – lembrou Calamote. - Tomara-me eu bem longe daqui! Nesta caí eu, noutra não será fácil; mas ao feito não se dá remédio; vamos vestir a mortalha.

     Oxalá que não sirva ela de verdadeira mortalha, que arranjes aqui a tua morte – pensou Brízida, cujas lágrimas rolavam pelas grossas faces rubicundas.

     - Então, aviem-se, porque a procissão já começa a sair – disse de novo o Calamote.

     - Mas isto é uma perfeita parvoíce, uma asneira nunca vista, com o dia que está – comentou Brízida nervosa, não podendo desabafar por não ser senão ela a culpada.

    - Tu não sabes que é muita a gente a prometer e todos querem cumprir?...

    Um grupo de quadrazenhos que ouvira parte da conversa aproximou-se e procurou dizendo:

     - Poi bel-àhi. Tamém nos otros vamos descalços de pé e perna amortalhados. Seja o que Deus quiser, mas não nos podemos precatar mai las cachopês que inda hão-de oferecer as esmolês e comprar as mortalhas. Olhêi que os guiões já começam a subir, oubistes?

    - Ai mãe, quem há-de romper com tanta lama para comprar tantas aquelas...?

    - Vou eu comprar tudo – disse um velhote, que usava calção de riscas com botões amarelos, jaqueta de gola levantada, assim como colete também com botões de metal (latão) e colarinho alto e dobrado. Tinha tirado o chapéu, porque as cruzes tinham começado a sair da Igreja, e segurava-o contra o peito.

     - Mexe-te homem de Deus ou dos dianhos, senão aqui quedamos todo o santíximo dia. Anda, senão pego-te pela cisgola da véstia e vais num rufo aviar tudo – disse a mulher dele, uma velhota alta e vigorosa, de lenço atado em pontas, que lhe caiam na testa, coro orelhas de grandes lebres, e com as mãos metidas sob o xaile, que lhe cobriam o seio, tendo no avental, atado à frente, uns objectos volumosos, nem mais nem menos que maços de charutos espanhóis.

     O quadrazenho desapareceu, voltando pouco depois.  A mulher vestiu sobre o fato que trazia um amplo vestido branco, semelhando uma alva.

      - Tira primeiro os charutos senão hão-de dizer que andas...

     - Aqui vão siguros, não vêm revistar-me os guardas, meu chòninhas. E vamos que a música já toca o Hino da Carta e o pálio já vem a despontar. Não enxergas daí tantos resplandores de Santos?

     - Bêjo, bêjo. Metemo-nos aqui na procissão e o calrista que vá com o chapéu para te quitar a chuva. Ah! Pranta esse ramo, oubiste? 

     - Não quero cá mais tafulhos, nem penduricalhos neste mantéu branco.

    Mal pode descrever-se a imundície que ali existia no terreiro, porque a chuva não cessava. Homens, mulheres e crianças, cujo número não podia facilmente calcular-se, abriam sulcos profundos na lama, percorrendo de joelhos largo tempo o caminho do costume.

      Era um modo horrível, abominável, de amassar a terra. Os devotos seguiam resignados, segurando-se de cada lado a uma pessoa de família, dando lugar a que a marcha fosse lenta, para maior ser o sacrifício através de tanta dificuldade.

      Um quadro que causava riso e compaixão ao mesmo tempo; riso pela extravagância das figuras, compaixão pelo enorme, incalculável sacrifício, amargura, que deviam sofrer tantos desgraçados.

       A Ritinha ladeada, amparada, pelo Calamote e pela mãe, ia deslizando sobre a lama, deixando um sulco luzidio que fazia com a mortalha que lhe envolvia os joelhos, sulco cujas paredes se uniam atrás dela, sem demora, para ser aberto de novo por outros infelizes e sacrificados devotos!

      Alguns arrastavam-se de costas em posições caprichosas. A cada passo, ataques de nervos e desfalecimentos ocorriam nesse imundo percurso, terrível via sacra ou rua da amargura.

       A Ritinha não resistiu e foi mister levá-la o pai ao colo, apesar de ter já dezasseis anos; mas ele era valente e tudo suportava. O andor da Senhora da Póvoa andou de mão em mão, dando cada um grossa esmola para poder levá-lo, o que mais retardava a procissão.

       É grande a confusão, enorme o alarido, os gritos das penitentes e devotos, que caem, desmaiam, choram, pedem socorro! Mas a procissão continua lentamente apesar da chuva, do vento e do grande lamaçal. Parte do fato ficara no caminho, desfeito, e o resto coberto de lama.

      Linda, formosa como poucas naquela idade, a Ritinha vem coberta de lama e não menos os pais e a irmãzita que chorava também, encharcada, suja como toda a gente. Os padres cantavam e a filarmónica tocava, produzindo péssimo efeito; e a grande vozearia da multidão aumentava cada vez mais aquele murmúrio, misto de cantos e choros, de imprecações e blasfémias. Mas em breve ia debandar a multidão, que se acotovelava e impelia em ondas temerosas e terríveis nesse pavoroso lodaçal.

     - Para casa, para casa – gritam de vários lados.

     - Para o carro! – diz o Calamote, levando nos fortes braços a filha, toda molhada, com o fato a desfazer-se sem dar acordo de si.

     A mãe chorava em dueto, passando com dificuldade por entre aquela muralha de gente. Chegaram com dificuldade ao carro, onde os bois coleavam, agitando as campainhas pendentes, de coleiras enfeitadas que lhes cingiam o volumoso pescoço, onde cada um levava um saco de trigo de esmola durante a procissão.

    Tapando o melhor que podiam as aberturas do carro, foram todas três mudar de roupas, enquanto o Calamote dava as ordens para o ganhão por os bois ao carro e levar os sacos da esmola à Igreja.

     - E a égua? – Perguntou ele.

    - Deve além estar presa – respondeu serenamente o criado, dirigindo-se para uma tapada, onde havia centenas de cavalgaduras presas ao muro. Voltou logo, cabisbaixo, denunciando qualquer desgosto que o amo notou, perguntando-lhe o que havia.

       - Não está lá, nem viva nem morta.

        -Essa é boa! Era o que faltava!

        - Ora esta! Não faltava senão isto! Vai já saber dela, sem demora! Ah! Espera, que nem me lembrava do carro. Tu não podes ir. Vê se aí está algum rapaz da terra e pergunta por onde passares se dão notícia de uma égua amarela, frontina, e com o pé direito calçado.

     Brízida, apesar do grande murmúrio do povo, percebeu que se tratava da égua e deitou a cabeça pela abertura de dois lençóis que uniam a porta ou antes reposteiro daquela grosseira carruagem, e gritou:

     - Então esse bruto deixou abalar a égua? Pois há-de pagá-la com língua de palmo.

    - Eu não a deixei abalar e nem podia guardar os bois e a égua ao mesmo tempo e ainda por riba o que está no carro.

     - Se não aparecer hás-de pagá-la, tem a certeza disso, grande maluco.

    O criado, humilde, sem responder às ameaças e insultos, desapareceu e só passada uma hora, ou mais ainda, voltou, dizendo que lhe tinham dado inculcas da égua, uns da Meimoa, que a viram nas mãos de um cigano já velhote.

   - Vai ter com o administrador, que ainda agora ia para a hospedaria, e ele que dê providências – disse furiosa Brízida ao marido.

    - Põe primeiro, e já, os bois ao carro, que são horas e a chuva é cada vez mais abundante.  

    - E o meu amo?

    - Já vem.

   O criado obedeceu: mas o Calamote não aparecia.

    - Vai chamar o teu amo.

   - Onde?

    - Procura-o por essa feira, vai à hospedaria e dá por ai uma volta.

   O criado encostou a aguilhada às chaves do Formoso, nome de um dos bois, e desapareceu. 

 

 Joaquim Manuel Correia (1858-1945), meu conterrâneo da Ruvina, no Romance “Celestina”  (que faz a triologia dos romances de Riba-côa com a "Rosa da Montanha" e A "Maria Mim") em que retrata as gentes de Riba-Côa, há cento e vinte e cinco anos.



publicado por Manuel Maria às 22:06 | link do post | comentar

5 comentários:
De Ribacoa a 9 de Setembro de 2008 às 22:06
Meu caro Manuel Maria. Penso não se tratar de mera coincidência, o facto de teres dado à estampa este post , versando esta matéria, precisamente nesta data. Ontem, dia 8, não sei se foi festejada a festa da Senhora da Póvoa ali para as bandas de Santo Estêvão (Sabugal). Sei, isso sim, que tiveram lugar os festejos da Senhora da Ajuda, na Malhada Sorda , ali a dois passos de Vilar Maior, cuja festa do Senhor dos Aflitos ocorreu, precisamente do dia anterior. E tive muita pena não te ter visto por lá, nem que fosse , simplesmente, para partilharmos um abraço e bebermos aquele copo. Tempos de mudança....!, digo eu.


De Manuel Maria a 11 de Setembro de 2008 às 22:17
Bem me custou, mas não pude mesmo! Abraço


De ana a 14 de Setembro de 2008 às 16:58
Joaquim Manuel Correia, da Ruvina, retrata gentes de Riba-Côa. E que bem as retrata!
Sentimo-nos mesmo a cirandar com essas gentes na romaria...


De Manuel Maria a 15 de Setembro de 2008 às 16:09
Foi contemporeâneo de Eugénio de Castro em Coimbra e acompanhou muitas vezes Hilário ao violão e à guitarra.


De Albertino Calamote a 1 de Outubro de 2008 às 15:11
As minhas saudações pelo seu interessante blogue.
Igualmente pelo belo texto de JMCorreia, que aqui reproduz, prazer que, aliás, eu já tive ao reproduzi-lo em «Escritos Vários» do meu blogue «salvadorbarquinhadoiro.blogspot.com».
Acontece que também me chamo Calamote, como essa personagem de «Celestina» e nome que existe também na sua terra - Ruvina.
Ficar-lhe-ia muito grato se quisesse e pudesse mandar-me algumas linhas sobre este nome, ou indicar-me alguém que o possa fazer. O meu endereço é «a.calamote@gmail.com».
As m/ desculpas, e muito obrigado.
Albertino Calam ote


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