Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

 

 

 

 O Senhor, quando andava pelo mundo, andava pedindo mais S. Pedro e mandou este a casa de um lavrador pedir esmola. O lavrador, como estava de mau humor, não lha deu. S. Pedro voltou ao pé do Senhor e disse-lhe:

-Senhor, ele não me deu nada!

Diz-lhe o Senhor:

-Torna lá, Pedro!

- Senhor, eu não vou lá, que ele dá-me com um ancinho!

-Vai, Pedro!

Ele foi, e o lavrador disse-lhe:

-Ó-u-hóme! Boicê num Beinha cá, q’eu dou-le c’um incinho!

Tornou S. Pedro ao Senhor e disse-lhe o Senhor:

-Pedro, torna lá.

-Ó Senhor, mas ele quer-me dar, e eu ainda hei-de tornar?

S. Pedro foi e diz-lhe o lavrador:

-Ó-u-home. Dê cáu saco! – e deitou-lhe um alqueire de trigo.

O Senhor e S. Pedro seguiram caminho. Mais à frente viram dois cães atrás de uma lebre.

-Abre a boca ao saco, Pedro!

A lebre entrou para o saco e Pedro disse:

-Ó Senhor, que grande lebre nós temos para a ceia!

Os dois cães, quando o Senhor agarrou o saco, quiseram tirar-lho e o Senhor disse:

-Acalmai-vos, que esta lebre não vos pertence!

E os cães disseram:

-Pertence-nos! Esta lebre era muito soberba e nunca fez bem a ninguém!

O Senhor respondeu-lhes:

-Só a mim fez muitas esmolas!

-Nomeai-as!

O Senhor começou a contar os grãos do saco, mas os pecados do homem ainda eram mais. Os cães ficaram satisfeitos, mas o Senhor disse:

-Esperai que ainda há mais!

Começou o Senhor a contar os fios do saco, mas os pecados do homem ainda eram mais. Os cães ficaram muito contentes, mas o Senhor disse:

-Esperai que ainda há mais!

Contou os fios que tinha o baraço do saco, que eram muitos mais que os pecados do homem.

Por aquele alqueire de trigo salvou-se a alma do lavrador que ía na lebre.

E os dois cães eram os diabos que iam atrás dela.

(adaptação de uma recolha de Leite de Vasconcelos)

 



publicado por Manuel Maria às 11:39 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

 

 

                Há dias, consultando o “ranking” dos blogues nacionais, constatei com surpresa que, entre os cinquenta mais concorridos, estava um de poesia. Entrando e lendo os “postes” e comentários, vi que tinha uma frequência diária de mais de mi visitantes, tudo internautas ligados a blogues de poesia, que são pródigos nos elogios ao autor,  numa espécie de “potelache” social.

                E logo no post mais recente, o autor embalado nesta unanimidade de elogios, alcandorando-se em poeta genial, queixava-se que um bloguista lhe teria roubado um poema em atropelo pelos seus direitos de autor.

                Nunca vi coisa mais despropositada na vida. A ser verdade o que o "post" refere, atenta a mediana qualidade da poesia de todo o blogue, tratou-se de um “furto de formigueiro”; de uma bagatela a que ninguém ligaria, não fosse o clamor exagerado do autor.

                “Presunção e água benta, cada um toma a que quiser”... Normalmente é assim; quem se põe em bicos de pés, é quem menos vale. E medíocres, armados em grandes poetas, há por aí aos pontapés!

                Pelos vistos, este poeta tem muito a aprender com a simplicidade das personagens da história que vem descrita num dos números da extinta “Revista Lusitânia”, dirigida por Leite de Vasconcelos, e que aqui resumo:

D Frei Manuel do Cenáculo, foi um grande vulto da ciência, além de exímio poeta e amante da poesia, e esteve à frente da Diocese de Beja numa época em que ali vivia um pastor, homem inculto, com grande fama de poeta.

Este poeta popular fazia os seus magníficos versos a troco de um copo de vinho, não havendo ninguém em Beja e no Distrito que não conhecesse este grande bardo de alcunha – o «Pôtra».

Cenáculo, constando-lhe que vagueava nas ruas da cidade um pastor analfabeto, que improvisava trovas admiráveis, não acreditou. Mas um dia em que reunia no paço com um grupo de padres e vindo à conversa o tema da poesia, veia favorita do Exmo. Prelado, um dos clérigos elogiou o talento e fama do referido versejador popular. Sua Exa. Reverendíssima ficou com vontade de convidar o «Pôtra» a ir ao paço a propósito de qualquer coisa.

Passados uns dias, apareceu na cidade o pastor, de cajado enfiado no braço, andando vagarosamente em direcção à Igreja de S. Salvador para ouvir missa.

                - Ali vai ele Senhor Bispo. É aquele ali mais baixo e grosso.

                - Que suba; quero falar-lhe.

O homem subiu e Cenáculo interrogou-o.

                - Como te chamas, pastor?

                - Pôtra; um criado de Vossa Incelência!

                - Tu és o tal Pôtra, que faz versos a torto e a direito?

                - Começam tortos e às vezes acabam drêtos, como se acostuma dizer…

                - Muito bem; mandei chamar-te para te ouvir; Fazes-me um verso?

                - Hom’essa… Sua incelência manga comigo… Mas venha o mote!

                Cenáculo fitando-o com sarcasmo, dita-lhe:

                - «Nós, ambos somos pastores».

                Pôtra improvisou isto:

                               Senhor nosso, batei palmas,

                               Pois nós não somos iguais!

                               Eu sou pastor de animais

                               E vós pastor de almas.

                               Sofro frio e sofro calmas,

                               Sinto do tempo os rigores;

                               Vós brilhais entre os doutores,

                               Servindo aos sábios d’exemplo,

        Eu, no prado, e vós no Templo,

        «Nós, ambos somos pastores».

                O bispo, maravilhado, abraçando-o, deu-lhe uma peça de 6.400 réis e disse-lhe, que quando viesse à cidade, desejava vê-lo, pois muito se alegrava todas as vezes que abraçava os colegas.

                De facto, o verdadeiro talento de um poeta  está na humildade e na simplicidade com que escreve. 

                A mesma com que o dono da arvore fecha os olhos aos pobres de Cristo, que passando no caminho, lhe roubam a fruta! 

 



publicado por Manuel Maria às 10:49 | link do post | comentar

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

 

 

 

 

Naquele tempo

 

               A gente saía da escola, atravessava a ponte do matadouro,

poisava os bibes e as mochilas no muro  do chafariz

 – defronte ao comércio do senhor Melo-  e com uma bola de jornais

                               bem atada com guita

                               ... a gente fazia uma partida...

 

O Tó Fernando

                               Que era vizinho da Maria S. Pedro

                               E vivia no Largo do Chafariz

 

O Etelvino

Que morava numa casa muito estreita, a subir três andares em altura

Acima da farmácia do Braulio

Era o capitão

               E chamava-nos das escadinhas do Luís “estofador”: Faraó; Cabito; venham!              

                               Andou por esse mundo fora, esteve emigrado na Suíça

                               (casou agora aos quarenta e picos)

«Finalmente, assentou; trabalha na serração, quando se vai par a o campo da bola»

- informaram-me na antiga casa Anita.

 

O Aires “Pacharra” era o guarda-redes

               (Quantos frangos, meu Deus!

               Có có ró có! - gritava em delírio a malta a cada golo)

Morava à esquina da Igreja da Misericórdia,

Trabalhou na “Sotave” como o pai e depois emigrou

Dizem que nunca mais voltou

                               Depois que os pais morreram.

 

Mas eu lembro-me bem é do João “Pelado”

                               Sempre de calças a meia canela

Franzino na sua fome constante o João “Pelado”!

 

Havia também

O Zezinho “Pepe”, o João do café Sky…

- Coitado do João do Sky!

               Morreu afogado na Lagoa Escura

               (uma congestão depois de almoço

               num dia quente de Verão, há muitos anos);

 

- O Sérgio “Brasileiro” foi para Lisboa

                E o “Passa e Anda”, que uma vez encontrei no comboio,

               Também lá ficou por Lisboa.

                              

 

- E o Sérgio “Cariano”? Que é feito do Sérgio” Cariano”?

- Sei que foi para África do Sul, como empresário

Estive com ele há uns tempos mais o Luís Vinagre.

 

 

É verdade, e o Policarpo?

Que é feito, que é feito do Policarpo?

               Aquele rapaz corpulento apertado num bibe curto,

               Com braços de sobra, parecia um gigante!

                               Fujam... Fujam todos!

Quando ele pegava na bola ía tudo a eito

               Naquelas botas cardadas de pastor da serra.

 

 

E o António? Que era pitosga

E vivia no Eiró?

                                              Ninguém sabe do António.

 

 

Nunca mais! Nunca mais!

O tempo da minha feliz meninice, não volta mais!...

Que bons tempos, aqueles!

               Que boa era a vida de gazeta aos trabalhos da escola, a nadar no rio nu,

               a roubar a fruta na quinta dos Portugais,

                a jogar o berlinde no jardim

               A brincar aos soldadinhos na praça:

               Alto! Meia volta, volver!

tinham sabor emocionante de aventura

               as descidas do Eiró nos carinhos de rolamentos

               fugindo aos guardas

               -Que chinfrim por ali abaixo, até ao ensaio da”Banda Nova”!

                               …os muros dos quintais que pulávamos…

 

-Vamos fazer escolha; vamos medir!

                               ... e a gente jogava uma partida…

 

 

Oh, como eu gostava!

           Eu gostava de um dia destes

           de voltar a fazer a medição com o Etelvino

           -O Aires “Pacharra”, que se perdeu nesse mundo de ninguém, fica de fora-

           escolhia o Policarpo, o João de Deus, O João “Pelado”, O Sérgio “Cariano”

               o Zezinho “Pepe” e o Arlindo do Matos & Prata

                               e íamos fazer uma partida como antigamente!

 

               Ah, como eu gostava...

 

Mas talvez um dia…

quando as cerejeiras do Jardim pintarem

quando as mimosas tingirem de amarelo a vertente do Vale de Leandres,

para lá da Casa do Guarda, até ao Poço do Inferno,

quando a sombra dos amieiros for mais agradável

no Açude de S. Gabriel

E as macieiras da quinta dos Portugais

Que agora são do Luizinho Melo, estiverem carregadas,

nos encontraremos como antigamente no Largo do Chafariz

talvez a gente poise despreocupadamente

                               o nosso saco cheio das amarguras da vida

no mesmo muro do chafariz

               defronte ao comércio do senhor Melo,

e o meu pai assome de bivaque à janela do posto como antigamente

e a minha mãe atravesse o largo a caminho da horta de Santa Luzia

 

vamos então fazer um grande partida…

 

E depois

Vamos saltar o muro dos Portugais,

Para roubar maças

 

Como naquele tempo...

 

 



publicado por Manuel Maria às 02:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

 

 

     Podias dividir o meu corpo; uma parte seria água a outra um qualquer lugar para despertar e para adormecer.
     Podia meu amor, o teu olhar perfurar-me o peito e depois o cansaço de não te perceber seria a guerra, o fogo que reacende os homens e a terra; qualquer vontade de fazer de novo o amor, palavra no papel como maresia.
     Meu amor podias dividir o meu corpo; uma flor quebrada e um peixe. Meu amor eu venho da cidade para falar da terra que nos prende, venho até que os olhos sejam o céu de um coração que bate e não se rende.
      Meu amor o vento que chega agora mais tarde dentro de ti se atravessou como um olhar ou como uma canção...
     Talvez o silêncio que se faz no modo de inventar a alma, a essência das coisas que se perderam do modo humano.

 

                                                                                                LOBO DUARTE


publicado por Manuel Maria às 22:54 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sábado, 9 de Maio de 2009

 

 

 

O Eduardo, que dá agora os primeiros passos na escrita, ficou outro dia de castigo na biblioteca da escola.

A professora zangara-se com o estado lastimável do caderno, que «parecia atropelado por um tractor».

Mas “a gota de água” -revelou a contínua- tinha sido uma folha, que se desprendera do caderno com um recado para a Luizinha, onde o Eduardo, revelando a sua precocidade no amor e já algum desembaraço na morfologia e sintaxe, escrevera:

«ce ceres namurar cumigo dis sim e facemos seço»

E em baixo -explicou a contínua- desenhou dois corações entrelaçados, pintados a vermelho...                                                 

                                                  



publicado por Manuel Maria às 23:41 | link do post | comentar

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

 

 

 

«O me felicem! o nox mihi candida! et o tu
lectule deliciis facte beate meis!
quam multa apposita narramus verba lucerna,
quantaque sublato lumine rixa fuit!
nam modo nudatis mecum est luctata papillis, -5
interdum tunica duxit operta moram.
illa meos somno lapsos patefecit ocellos
ore suo et dixit 'Sicine, lente, iaces?'
quam vario amplexu mutamus bracchia!quantum
oscula sunt labris nostra morata tuis! -10
non iuvat in caeco Venerem corrumpere motu:
si nescis, oculi sunt in amore duces.
ipse Paris nuda fertur periisse Lacaena,
cum Menelaeo surgeret e thalamo;
nudus et Endymion Phoebi cepisse sororem -15
dicitur et nudae concubuisse deae.
quod si pertendens animo vestita cubaris,
scissa veste meas experiere manus:
quin etiam, si me ulterius provexerit ira,
ostendes matri bracchia laesa tuae. -20
necdum inclinatae prohibent te ludere mammae:
viderit haec, si quam iam peperisse pudet.
dum nos fata sinunt, oculos satiemus amore:
nox tibi longa venit, nec reditura dies.
atque utinam haerentis sic nos vincire catena -25
velles, ut numquam solveret ulla dies!
exemplo iunctae tibi sint in amore columbae,
masculus et totum femina coniugium.
errat, qui finem vesani quaerit amoris:
verus amor nullum novit habere modum. -30
terra prius falso partu deludet arantis,
et citius nigros Sol agitabit equos,
fluminaque ad caput incipient revocare liquores,
aridus et sicco gurgite piscis erit,
quam possim nostros alio transferre dolores: -35
huius ero vivus, mortuus huius ero.
quod mihi secum talis concedere noctes
illa velit, vitae longus et annus erit.
si dabit haec multas, fiam immortalis in illis:
nocte una quivis vel deus esse potest. -40
qualem si cuncti cuperent decurrere vitam
et pressi multo membra iacere mero,
non ferrum crudele ncque esset bellica navis,
nec nostra Actiacum verteret ossa mare,
nec totiens propriis circum oppugnata triumphis -45
lassa foret crinis solere Roma suos.
haec certe merito poterunt laudare minores:
laeserunt nullos pocula nostra deos.
tu modo, dum lucet, fructum ne desere vitae!
omnia si dederis oscula, pauca dabis. -50
ac veluti folia arentis liquere corollas,
quae passim calathis strata natare vides,
sic nobis, qui nunc magnum spiramus amantes,
forsitan includet crastina fata dies.»


Aqui fica a minha tradução:


Ó minha felicidade! Ó minha luminosa noite! E tu, leito que se tornou alegre, com os meus prazeres! Quantas palavras trocámos na penumbra da candeia! Quantas batalhas travámos, apagadas as luzes! (5) E assim, a túnica discretamente afastada, quantas vezes comigo lutou de seios nus.

Com seus beijos, ela abriu meus olhos fechados no sono e disse: “é assim que dormes inerte?” Quantos abraços variados trocamos! Quantos (10) beijos meus habitaram teus lábios! Não se lembre Vénus destruir o momento com um cego movimento: Caso não saibas: os olhos são comandantes no amor.

O próprio Páris, diz-se, ter morrido de amor com a nudez d’Helena quando esta se ergueu do leito de Menelau. (15) Conta-se também que Endímion, nu, surpreendeu a irmã de Febo e se deitou com a deusa nua. Mas, se insistires em deitar-te vestida, sob a roupa aberta irás sentir minhas mãos: Ainda mais... Se o meu desejo me dominar, (20) mostrarás os braços maculados da tua mãe.

Teus seios caídos ainda não te impedem de brincar: isso te preocuparia se já tivesses a vergonha de ter parido. Enquanto os fados me permitirem: saciaremos os olhos de amor: a noite te parecerá longa e o dia tardará.(25) Oxalá desejes que fiquemos assim tão juntos como laços duradouros que dia nenhum desate. Que as pombas unidas te sirvam de exemplo no amor, macho e fêmea em total união.

Erra quem procura o fim de um louco amor: (30) O verdadeiro amor não tem limites. A terra enganará com falsos frutos os lavradores e o sol fará trotar os seus negros cavalos, os rios retrocederão à nascente e os peixes ficarão em árido e seco leito, (35) antes que eu possa trocar meus amores por outro amor. Por ele vivo; por ele morrerei.

Se ele me quiser conceder na sua companhia tais noites, longo me parecerá um ano de vida; se ele me conceder muitas noites, tornar-me-ei imortal: (40) Numa noite qualquer um pode ser deus. Se todos desejassem levar tal vida e descansar seus corpos enebriados, não haveria espadas cruéis e tampouco navios de guerra, nem o mar de Ácio revolveria nossos despojos, (45) nem com tantas guerras e vitórias, Roma estaria cansada de chorar.

Com todo o mérito, os jovens poderão louvar estes propósitos, pois as nossas taças nunca afrontaram deus nenhum. Tu, por tua vez, enquanto é dia, não abandones os prazeres da vida!(50) Ainda que dês todos os beijos, poucos terás dado. Assim como as folhas caem nas grinaldas ressequidas, e as vês nadar espalhadas nas taças aqui e ali, também para nós, que agora amamos e aspiramos a um grande Amor, forçosamente acabarão os dias festivos.



publicado por Manuel Maria às 00:38 | link do post | comentar

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